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  • INSTRUMENTOS PARA CONSULTA

  • Conheça as 11 ações que os funcionários do CREA-PR se comprometeram a executar em sua rotina diária:

    1 - Desligar o monitor na hora do almoço
    * é obrigatório desligar CPU e monitor após o expediente

    2 - Apagar todas as luzes na saída para o almoço
    * é obrigatório apagar todas as luzes após o expediente

    3 - Trocar o uso de copinho plástico para o café/chá por caneca

    4 - Adotar o uso de garrafa de água, ao invés do uso constante de copinhos plásticos

    5 - Separar o lixo em: papel, vidro, plástico e orgânico

    6 - Manter em local definido folhas utilizadas na frente para nova utilização na impressora (verso)

    7 - Manter local definido para depósito de papel já usado nos 2 lados (para descarte)

    8 - Antes de guardar o papel para reuso ou destinação final tirar clips e grampos

    9 - Ficar alerta para identificar e avisar sobre lâmpada queimada, torneira vazando, descarga desregulada, paredes sujas, etc

    10 - Ter comprometimento com o cuidado do ambiente

    11 - Reaproveitar os envelopes de papel, com novos usos

  • Conheça as sugestões encaminhadas pelo corpo funcional

    1 - Implantar PGRS nas unidades do CREA-PR

    2 - Buscar parceria com cooperativas e associações de catadores de papel para destinação do lixo coletado de forma seletiva

    3 - Mapear os utensílios disponíveis para coleta de lixo (lixeiras, cores, suporte para copo, café e água)

    4 - Modernização do ar condicionado (Lda)

    5 - Substituir frota a gasolina para uso de biocombustível (etanol)

    6 - Melhorar processos buscando maior adesão à documentos eletrônicos

    7 - Implantar programa de redução do uso de papel

    8 - Instalar sensor de presença em locais de menor acesso (arquivos, bwc, por exemplo)

    9 - Substituir torneira dos banheiros por torneiras de pressão

    10 - Criar mensagem positiva, voltada a sustentabilidade, para inserir na assinatura dos e-mails dos funcionários

    11 - Adotar uso de 100% de papel reciclável

    12 - Disponibilizar garrafa térmica para água - uso nos veículos

    13 - Aquisição de picotador de papel (para destinação de material sigiloso / dados cadastrais, etc)

    14 - Verificar melhor forma de destinação para grampos e clips

    15 - Disponibilizar lixeira (tnt) para carro

    16 - Disponibilizar suporte de garrafa (individual) para veículo

    17 - Realizar campanha antitabagismo

    18 - Incentivar adoção de Programa "Carona Solidária"

    19 - Aquisição de caneca de alumínio (para chá e café) em subsituição aos copinhos plásticos

    20 - Rever procedimentos e alternativas a impressão constante de fichas cadastrais

    21 -Adequar a impressão de ARs / sobra de papel

    22 - Realização de Palestras sobre Educação Ambiental

    23 - Fornecer roteirização (GPS) aos agentes de fiscalização - segurança/tempo/produtividade

    24 - Estipular um local para anotar nº de memorandos tramitados internamente no setor, suprimindo assim a impressão do mesmo, deixando-o somente virtual ex: do administrativo para o fiscal)

    25 - Identificar se há alguma restrição de documento que não possa ser impresso em papel reciclado

    26 - Rever os formulários utilizados no atendimento, se é possível inserir alguns campos para anotação de dados da ficha cadastral, suprimindo assim sua impressão

    27 - Priorizar o uso de meios eletrônicos (e-mail, arquivos eletrônicos, etc)

    28 - Analisar formas de reduzir a poluição visual nas unidades do Conselho (painel eletrônico)

    29 - Verificar mecanismo que impeça a incidência direta de luz solar no ambiente de trabalho, de modo que se mantenha a iluminação e a ventilação através das janelas

    30 - Instalação de sistema eletrônico de controle de luz (acende e apaga com horário agendado)

    31 - Verificar a viabilidade de secadores de mão com ar quente em substituição de toalhas/papel

    32 - Incentivar o uso de bicicleta (casa/trabalho/casa)

    33 - Disponibilizar bicicletário e também um vestiário (troca de roupa e banho)

    34 - Promover o “dia sem elevador”

    35 - Verificar a viabilidade para disponibilizar ônibus de transporte ao corpo funcional

    36 - Desligar a máquina fotocopiadora ao sair

    37 - Incentivar o corpo funcional a praticar o voluntariado

    38 - Racionalizar recursos não abrindo as unidades em datas de vésperas de feriado (uma vez que é baixa a procura por atendimento)

    39 - Descartar o uso de máquinas de café (foi unanime que pouquíssimos usam) e retornar ao café disponibilizado aos setores pela Copa

    40 - Verificar se as sugestões acatadas, estão contempladas no projeto da nova sede (principalmente no tocante a racionalização de água, energia / torneiras de pressão, descarga inteligente, saboneteiras...)

    41 - Disponibilizar orientações ao corpo funcional a respeito do uso dos equipamentos e materiais (o que é mais correto em relação a ligar/desligar, pode reusar o papel na impressora, etc)

    42 - Disponibilizar local de coleta de pilhas e outros resíduos perigosos

    43 - Uso apenas de pautas eletrônicas nas Câmaras Especializadas

    44 - Extinguir memorandos impressos dentro de um mesmo setor

    45 - Inserir como projeto futuro a digitalização de processos e protocolos

    46 - Estudar o uso de envelope vai-e-vem de papel e não de plástico como é hoje

    47 - Redução de certos impressos / funcionários percebem que há sobra de material (ex. catálogo empresarial)

    48 - Reduzir o "volume" do lixo, amassando latas de alumínio, por exemplo

    49 - Não amassar as folhas de papel pois prejudicam a reciclagem

    50 - Disponibilizar palestras sobre o tema de sustentabilidade e apresentação de "cases" de outras empresas

    51 - Motivar os funcionários a adotar "1 dia sem carro"

    52 - Utilizar os banners já usados para a confecção de crachás e outros materiais.

    53 - Rever nº de lanches solicitados para as reuniões, evitando desperdício

    54 - Manter motivados os funcionários com a apresentação constante de sugestões que venham de encontro a filosofia do Pacto Global

    55 - Usar sacos plásticos com cores diferenciadas por tipo de lixo (contemplar no PGRS)

    56 - Instituir o "Dia da Doação" para doação de roupas, livros, objetos, etc

    57 - Comprar produtos de qualidade, evitando o não uso e também possíveis descartes

    58 - Trocar toalheiro atual de tecido por toalhas de papel

    59 - Instalação de rampa de acesso para cadeirante no Desus/Call center (estar preparado para receber cadeirante)

    60 - Disponibilizar caixa coletadora de pilhas, baterias, óleo de cozinha...

    61 - Ampliar a disponibilização de serviços on line. caso do visto profissional entre outros

    62 - Estudar a possibilidade de frota com carros elétricos

    63 - Maior aproveitamento da iluminação e da ventilação natural

A ilusão da igualdade


carol nunes 1As mulheres brasileiras ainda têm muitos direitos a conquistar no mercado de trabalho – e as empresas têm um papel fundamental nessa empreitada.

Por Carol Nunes*

O Dia Internacional da Mulher poderia ser uma data de fato comemorativa, não fossem os dados nos trazendo de volta à realidade. Além das estatísticas assustadoras de violência contra as mulheres, até o celebrado espaço do gênero no mercado de trabalho decepciona: elas ocupam apenas 13,7% dos cargos executivos das empresas questionadas, de acordo com o Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas Brasileiras e Suas Ações Afirmativas, produzido pelo Instituto Ethos. Segundo dados do IBGE de 2011, 93,9% dos homens entre 25 e 39 anos estão empregados, frente a 72,2% das mulheres.

As mulheres já estão presentes significativamente no mercado de trabalho, mas são, em sua maioria, chefiadas por homens. Além do mais, estão mais sujeitas ao trabalho precário e à jornada dupla. E têm muito mais espaço em carreiras “femininas”, como serviços domésticos, serviços sociais e saúde, por exemplo, por estarem historicamente associadas às tarefas de cuidado.

Na base da pirâmide social, são a maioria da população de menor renda – um terço da população feminina brasileira recebe até um salário mínimo. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, a equidade de gênero é um tema de justiça social e diminuição da pobreza. Tanto que “Igualdade entre os sexos e valorização da mulher” é a terceira meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Melhorar a condição de vida das cidadãs pobres ajuda a desenvolver socialmente famílias e reduzir ocorrências de mortalidade infantil, trabalho infantil, violência sexual e gravidez precoce.

Ainda mais à margem do mercado de trabalho se encontram as mulheres negras, que, mesmo representando mais de um quarto da população, pouco aparecem nos altos cargos executivos das empresas. Além da discriminação em relação ao sexo, sofrem com a barreira racial no mercado de trabalho e no acesso à educação (veja dados completos sobre as diferenças sociais entre as populações negra e branca no estudo “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça”). Elas se enquadram entre as mais pobres, com menos anos de estudo e altas taxas de desemprego.

Políticas afirmativas

A Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM) completou 10 anos de atividade em 2013 e lidera um programa de valorização da mão de obra feminina em organizações públicas e privadas. Trata-se do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, criado em 2005 para desenvolver dentro e com as empresas ações que promovam a inclusão e a ascensão social.

Simone Schäffer, coordenadora da área de Autonomia Econômica das Mulheres da SPM, reconhece que há impasses históricos à equidade de gênero no mercado de trabalho: “Ainda hoje temos dificuldades pela remuneração diferente e no acesso ao cargo”. O programa auxilia as organizações a superar essas barreiras, auxiliando desde o diagnóstico da situação das mulheres até o desenvolvimento de um plano de ação integrado. “Já percebemos que as empresas participantes têm um significativo avanço não só na participação das mulheres, mas também na ascensão funcional”, explica.

Reconhecer é o primeiro passo. Assim como um plano de sustentabilidade de uma empresa começa com um bom diagnóstico, para políticas de diversidade o procedimento é similar. Fazer um censo interno de colaboradores com classificações de gênero, cor, idade e deficiência pode evoluir para um verdadeiro exercício de reflexão. Deve-se analisar a situação das mulheres em todo o processo de recrutamento, seleção, ascensão funcional e permanência no emprego, envolvendo o máximo possível de funcionários, inclusive terceirizados.

O diálogo é essencial nessa fase, para facilitar a identificação de desigualdades e práticas discriminatórias, que devem ser eliminadas. “A criação de um espaço de diálogo dentro da organização para discutir essas questões pode facilitar tanto o acompanhamento das medidas como o interesse e sensibilização dos funcionários”, esclarece Laís Abramo, diretora do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil (veja íntegra da entrevista de Laís para a revista Página 22).

A criação de comitês de gênero e/ou diversidade também é recomendada por Simone. “Ao aderir ao programa, sugerimos a criação de um comitê interno, que normalmente é bem plural, envolvendo todos os níveis hierárquicos e as áreas de recursos humanos e comunicação.” Ele deve ser responsável por desenvolver e implantar o plano de ações afirmativas, que deve engajar toda a empresa (confira as práticas mais recomendadas no final desta reportagem.)

O Walmart Brasil foi uma das únicas empresas privadas a aderir ao programa e conquistar o selo Pró-Equidade. “Foi um momento de grande aprendizado, pois o selo é bem estruturado e apresenta indicadores que não percebíamos antes”, afirma Camila Valverde, diretora de Sustentabilidade da rede varejista. O fato de a diversidade ser um dos pilares da organização ajudou a traçar metas mais audaciosas. Além dos benefícios para as trabalhadoras conseguirem conciliar a carreira com a vida familiar, o Walmart investiu em programas de liderança, como a criação de um conselho de mulheres, capacitação de colaboradoras e o estabelecimento da participação igualitária de homens e mulheres nos processos seletivos para cargos executivos.

Por representarem 70% dos seus consumidores, elas são público estratégico da empresa. Por esse motivo, esclarece Camila, é importante que as decisões da direção do Walmart reflitam essa realidade. “Ter referências femininas na liderança é crucial para desenvolver a diversidade.” Cleide Nakashima, gerente de Diversidade e Inclusão da empresa, explica que as ações afirmativas da empresa se expandiram para o movimento +Mulher 360, rede que envolve várias empresas com o objetivo de discutir a situação do gênero no mercado de trabalho.

Outra empresa que se destaca pela promoção da liderança feminina é a farmacêutica Novartis, que hoje pode se gabar por ter 45% dos cargos diretivos e 51% dos gerenciais ocupados por mulheres. Além de contar com políticas como período prolongado de licença maternidade e horários de trabalho flexíveis, a Novartis possui desde 2010 um projeto de desenvolvimento de liderança direcionado às mulheres que mais se destacam na empresa.

Alinhado a uma iniciativa global da corporação, o projeto oferece sessões de coaching e treinamentos específicos de gerenciamento e liderança direcionados a mulheres. “A Novartis procura estabelecer o tema da diversidade na agenda de todos os colaboradores e enxerga vantagens em manter um time com pluralidade cultural, de estilos e também de gênero”, esclarece o diretor de Recursos Humanos, Afonso Garcia.

Ações pelo fortalecimento

Ainda que existam políticas específicas para funcionárias, planos efetivos dependem da aprovação completa da cúpula das empresas. No universo pesquisado pelo perfil do Instituto Ethos, 45% dos presidentes das empresas consideravam adequado o número de mulheres na diretoria. Sendo que, dentro da mesma amostra, apenas 13,7% do corpo diretivo das empresas era composto por mulheres. Por esse motivo, ter cada vez mais mulheres na diretoria ajuda a quebrar o comodismo das organizações em relação à desigualdade nos seus quadros.

A ascensão funcional é um dos pontos de virada das ações afirmativas em empresas, por conta da grande desproporção entre mulheres e homens nos cargos executivos. Tão importante quanto investir no bem-estar das colaboradoras é dar condições mais justas para elas competirem por cargos mais altos.

Mulheres saem em desvantagem por, historicamente, as responsabilidades pelos cuidados domésticos recaírem sobre elas, mesmo quando já têm atividade remunerada. “A questão da maternidade é às vezes colocada como empecilho, quando significa apenas um período em que ela se afasta. Por isso é importante refazer a divisão pessoal de trabalho, para que o encargo de cuidar da família não fique só com a mulher”, argumenta Simone Schäffer, da SPM.

Segundo os dados do Pnad 2011, as mulheres ocupadas gastam em média 22 horas semanais em afazeres domésticos, ante 10 horas dos homens ocupados. Reequilibrar essa balança depende de uma mudança cultural que caminha a passos lentos. Essa distorção motiva trabalhadoras a, por exemplo, não fazer tantas horas extras quanto seus colegas de trabalho, o que pode pesar na avaliação de uma promoção. Por isso, considerar essas condições desiguais ao oferecer oportunidades de ascensão na carreira diminui a distorção de competitividade entre homens e mulheres.

A equidade de gênero nas empresas, além de estar alinhada com princípios básicos da sustentabilidade, traz ganhos concretos. Segundo o Instituto Ethos, empresas com maior equilíbrio entre mão de obra feminina e masculina têm melhores resultados financeiros. “A empresa tem que se responsabilizar pelo diferencial que a mulher traz para o seus quadros, e isso inclui considerar suas limitações não como entraves na hora da promoção, e sim como diferenciais”, argumenta a professora Cida Bento, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades.

Práticas recomendadas para a promoção da equidade no trabalho

- Adotar comunicação inclusiva na nomenclatura de cargos, identificação de colaboradoras e divulgação de vagas;
- Ter medidas de conciliação entre trabalho, família e vida pessoal, que alcancem também os colaboradores homens (auxílio-creche, licença parental ampliada, berçário, salas de aleitamento, flexibilidade de horários e possibilidade de home-office);
- Estabelecer procedimentos para prevenir, acolher e cuidar dos casos de assédio moral e sexual, violência e discriminação no trabalho;
- Estabelecer metas para a redução das desigualdades salariais na empresa e para a ampliação da participação de mulheres em cargos de direção e conselhos;
- Manter programas de capacitação profissional e desenvolvimento que visem melhorar a qualificação de mulheres;
- Incluir dados sobre sexo, raça, etnia e escolaridade no sistema de informação dos funcionários;
- Observar a proporcionalidade de gênero na contratação de estagiários e jovens aprendizes;
- Promover ações para a atenção integral à saúde da mulher, estendidas, inclusive, às terceirizadas;
- Promover palestras sobre relações de gênero, ética no trabalho, violência contra as mulheres e aborto, assédio moral e a organização flexível do trabalho;
- Intensificar o uso de imagens de mulheres, negras, indígenas, idosas e deficientes em peças publicitárias e institucionais;
- Incluir cláusula de diversidade no contrato com empresas terceirizadas;
- Adequar espaços de trabalho às necessidades e condições físicas das mulheres.

Carol Nunes é jornalista e escreveu este artigo originalmente para a revista Página 22.

18/3/2014

Fonte: Instituto Ethos

Novos hábitos abalam velhas marcas


A Coca-Cola registrou baixa de vendas em todos os países, o que indica mudança de hábitos de consumo em favor de bebidas como sucos e água.

Por Jorge Abrahão*

A pesquisa anual sobre marcas preferidas que a Interbrand realiza anualmente apresentou uma alteração nos primeiros lugares em 2013: em vez da Coca-Cola, quem liderou o ranking foi a Apple e o Google. Segundo o jornal The New York Times, o que vem colocando em risco a liderança da marca são as campanhas contra a obesidade e as mudanças de hábito das novas gerações.

De fato, a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, por exemplo, tem incentivado os norte-americanos a beber mais água do que bebidas engarrafadas. O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg tentou até mesmo impedir a venda de refrigerantes extragrandes. E a agência reguladora de alimentos FDA vem apertando o cerco contra as bebidas carbonatadas, exigindo que tragam no rótulo a quantidade exata de açúcar adicionado a elas.

Uma pesquisa encomendada pela Coca-Cola verificou que, nos EUA, a idade média do consumidor típico do refrigerante é de 56 anos. Os mais jovens – até 40 anos – preferem energéticos. E os da novíssima geração sequer bebem industrializados. Preferem água pura e sucos naturais, feitos na hora, da própria fruta.

Esses novos hábitos, aliados à crise que afeta os EUA e os países europeus, fizeram com que, pela primeira vez desde sua fundação no século 19, a Coca-Cola reportasse prejuízo num trimestre, nos EUA, e vendas abaixo da meta no mundo.

Será que essa tendência é passageira ou estamos diante de uma mudança de hábito de consumo de fato?

É bom lembrar que os refrigerantes surgiram no rastro das águas minerais, como produtos que fariam bem à saúde. Foi um farmacêutico, John Pemberton, o inventor da Coca-Cola. Ele criou a fórmula para dar sabor à água carbonatada e torná-la um tônico revigorante. Quando, em 1903, Pemberton deixou de tratar seu produto como remédio, este passou a ser a bebida mais consumida do planeta.

Em 1921, no Brasil, foi lançado o Guaraná Champanhe Antarctica, produzido a partir do extrato dessa fruta. O sucesso foi tal que até a empresa fabricante da Coca-Cola precisou lançar a sua versão do guaraná.

O consumo cresceu tanto no Brasil quanto no exterior porque os fabricantes sempre garantiram que suas fórmulas ajudavam a digestão. Tanto que a maior concorrente da Coca-Cola, a Pepsi, tirou seu nome da enzima pepsina

Bilhões de litros depois, pelos anos 1980, os países industrializados enfrentavam uma epidemia de obesidade (que ainda persiste) e entre as causas verificadas estava o excesso de consumo de refrigerantes. Assim, de remédio e depois bebida inocente, o refrigerante passou a vilão da boa saúde, primeiro pelo alto teor de açúcar.

A indústria reagiu, lançando versões diet e light. Mas, a essa altura, já havia desaparecido o conceito de que refrigerante fazia bem à saúde. O lugar foi preenchido pela ideia de que refrigerante não tem nenhum valor alimentício, leva à obesidade, osteoporese, câncer e diabetes, além de poluir o meio ambiente. Na verdade, esses males são causados pelo consumo exagerado dessas bebidas, fruto da propaganda e da urbanização crescente de todas as sociedades.

Um novo ciclo

No entanto, lá pelo final dos anos 1990, começou um movimento de “retorno” à vida simples, de refeições feitas com alimentos naturais, de sucos de frutas e água pura.

Foi nessa época que os restaurantes de Nova York retomaram o hábito, comum até os anos 1960, de colocar na mesa dos fregueses uma jarra de água filtrada antes de apresentar o cardápio.

A indústria de bebidas adaptou-se a esse cenário em todos os países, oferecendo aos consumidores água mineral em garrafas menores e sucos concentrados ou industrializados, com o mínimo de conservantes. Todavia, o carro-chefe de vendas ainda são os refrigerantes, até o início dos anos 2010.

A própria Coca-Cola já reconhece a mudança. Em projeções feitas pela sede em Atlanta, a empresa estima que, até o fim desta década, as vendas de água engarrafada deverão ultrapassar as de refrigerantes.

Estamos, então, vivendo o início de um novo ciclo na indústria de bebidas? E que impacto isso poderá ter em nossas vidas?

Um vídeo feito em 2010 por uma produtora norte-americana chamada Annie Leonard mostra, do ponto de vista dela, porque devemos optar por água tratada e filtrada, em vez de preferir água engarrafada. Entre os argumentos que Annie alinha a favor da água filtrada está o fato de que a água engarrafada custa até duas mil vezes mais do que a água tratada pela rede pública. E que 90% do custo da água engarrafada concentram-se na produção do rótulo, da tampa e da própria garrafa, que usam derivados de petróleo. Depois, vêm os custos de transporte. Ao contrário das latinhas de alumínio, que são recolhidas e recicladas, as garrafinhas vão parar em aterros sanitários, poluindo o ambiente. E esse é outro problema da água engarrafada: a poluição que ela causa.

Quem quiser assistir ao vídeo, que tem 8 minutos, pode  clicar em A História da Água Engarrafada.

Quanto a servir água filtrada nos restaurantes, há no Brasil uma iniciativa que busca incentivar os casas a adotar essa prática. Trata-se da Água na Jarra, criada pela Igtiba, uma associação sem fins lucrativos que propõe a valorização da água tratada e o incentivo ao consumo da água filtrada em substituição ao consumo de água em garrafa. Os restaurantes que participarem da Iniciativa Água na Jarra se comprometem a comercializar em seus estabelecimentos, preferencialmente, água tratada e filtrada servida em jarras.

Jorge Abrahão é diretor-presidente do Instituto Ethos.

Fonte: Instituto Ethos

PRÊMIO SEBRAE MULHER DE NEGÓCIOS


muler1mulher empreendedora

A corrupção nossa de cada dia vai ficar pra trás?


Campanha da CGU alerta contra nossas “pequenas corrupções cotidianas”:  são práticas antiéticas

Você que está cheio da corrupção dos políticos, já “cortou” algum veículo, num congestionamento, só para ganhar alguns metros de vantagem?  Já “furou” fila?

Pois pequenos maus hábitos cotidianos como esses, que costumam compor o repertório do chamado “jeitinho brasileiro”, também contribuem para formar o caldo de cultura que alimenta o ambiente de corrupção no país.

Por isso, partindo do princípio de que tem de começar em nós a mudança para um  Brasil mais ético, a Controladoria Geral da União (CGU), órgão que estimula e luta pela transparência nas contas do governo, lançou campanha contra o que chamou de “pequenas corrupções cotidianas” que “bombou”  nas redes sociais. Foram 10 imagens pedindo que as pessoas deixassem de lado hábitos tão comuns como: furar fila, roubar tv a cabo, comprar produtos falsificados, falsificar carteirinha de estudante, tentar subornar guarda para evitar multa, colar na prova, aceitar troco errado, bater ponto pelo colega de trabalho, não dar nota fiscal  e apresentar atestado médico falso.

Cada imagem em separado teve um bom apelo nas redes. Mas quando a CGU juntou as oito em um único “meme”, o resultado foi um sucesso de visibilidade sem precedentes para o órgão: mais de 100 mil compartilhamentos no Facebook, um recorde para páginas de órgãos de governos no país.

Pode ser que alguém compartilhe para estimular a honestidade em geral. Ou simplesmente para fustigar familiares, amigos e conhecidos que criticam a corrupção dos políticos, mas praticam esses e outros maus hábitos em seus cotidiano. Seja como for, essa campanha acertou o alvo: hábitos cotidianos de um povo pode refletir, muitas vezes, o grau de tolerância à impunidade com os casos de corrupção com dinheiro público. Tomara que, mais do que protestos nas ruas, esteja em marcha uma real mudança de comportamento na vida cotidiana e que a Lei de Gersón – de levar vantagem em tudo – seja substituída pelo senso de coletividade que deve orientar a vida em sociedade.

Fonte: Instituto Ethos

Indicadores Ethos – Para Negócios Sustentáveis


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Mais informações acesse: www.ethos.org.br

Conferência Ethos


Incentivo à leitura!


O CREA incentiva os funcionários à leitura através da Campanha Leia +.

Na sede do Conselho há uma mesa em que cada funcionário pode voluntariamente doar um livro e/ou retirar um livro para leitura. Após ler ele devolve na mesa e outra pessoa pode emprestá-lo

A campanha é simples e muito eficiente, está fazendo sucesso e outras regionais do CREA aderiram à ideia. Como ocorreu na inspetoria do CREA em Curitiba, o “cantinho do café” agora também é o “cantinho da leitura”.  A facilitadora Patrícia Moresco conta que “algumas contribuições já estão disponíveis, e podem acrescentar as contribuições que quiserem, bem como, ficar à vontade para retirar as obras que desejarem para leitura, para organizar ou desorganizar o material da forma como preferirem – o espaço é de todos!”

Cantinho da Leitura e do Café - Regional Curitiba

Cantinho da Leitura e do Café – Regional Curitiba

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