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  • INSTRUMENTOS PARA CONSULTA

  • Conheça as 11 ações que os funcionários do CREA-PR se comprometeram a executar em sua rotina diária:

    1 - Desligar o monitor na hora do almoço
    * é obrigatório desligar CPU e monitor após o expediente

    2 - Apagar todas as luzes na saída para o almoço
    * é obrigatório apagar todas as luzes após o expediente

    3 - Trocar o uso de copinho plástico para o café/chá por caneca

    4 - Adotar o uso de garrafa de água, ao invés do uso constante de copinhos plásticos

    5 - Separar o lixo em: papel, vidro, plástico e orgânico

    6 - Manter em local definido folhas utilizadas na frente para nova utilização na impressora (verso)

    7 - Manter local definido para depósito de papel já usado nos 2 lados (para descarte)

    8 - Antes de guardar o papel para reuso ou destinação final tirar clips e grampos

    9 - Ficar alerta para identificar e avisar sobre lâmpada queimada, torneira vazando, descarga desregulada, paredes sujas, etc

    10 - Ter comprometimento com o cuidado do ambiente

    11 - Reaproveitar os envelopes de papel, com novos usos

  • Conheça as sugestões encaminhadas pelo corpo funcional

    1 - Implantar PGRS nas unidades do CREA-PR

    2 - Buscar parceria com cooperativas e associações de catadores de papel para destinação do lixo coletado de forma seletiva

    3 - Mapear os utensílios disponíveis para coleta de lixo (lixeiras, cores, suporte para copo, café e água)

    4 - Modernização do ar condicionado (Lda)

    5 - Substituir frota a gasolina para uso de biocombustível (etanol)

    6 - Melhorar processos buscando maior adesão à documentos eletrônicos

    7 - Implantar programa de redução do uso de papel

    8 - Instalar sensor de presença em locais de menor acesso (arquivos, bwc, por exemplo)

    9 - Substituir torneira dos banheiros por torneiras de pressão

    10 - Criar mensagem positiva, voltada a sustentabilidade, para inserir na assinatura dos e-mails dos funcionários

    11 - Adotar uso de 100% de papel reciclável

    12 - Disponibilizar garrafa térmica para água - uso nos veículos

    13 - Aquisição de picotador de papel (para destinação de material sigiloso / dados cadastrais, etc)

    14 - Verificar melhor forma de destinação para grampos e clips

    15 - Disponibilizar lixeira (tnt) para carro

    16 - Disponibilizar suporte de garrafa (individual) para veículo

    17 - Realizar campanha antitabagismo

    18 - Incentivar adoção de Programa "Carona Solidária"

    19 - Aquisição de caneca de alumínio (para chá e café) em subsituição aos copinhos plásticos

    20 - Rever procedimentos e alternativas a impressão constante de fichas cadastrais

    21 -Adequar a impressão de ARs / sobra de papel

    22 - Realização de Palestras sobre Educação Ambiental

    23 - Fornecer roteirização (GPS) aos agentes de fiscalização - segurança/tempo/produtividade

    24 - Estipular um local para anotar nº de memorandos tramitados internamente no setor, suprimindo assim a impressão do mesmo, deixando-o somente virtual ex: do administrativo para o fiscal)

    25 - Identificar se há alguma restrição de documento que não possa ser impresso em papel reciclado

    26 - Rever os formulários utilizados no atendimento, se é possível inserir alguns campos para anotação de dados da ficha cadastral, suprimindo assim sua impressão

    27 - Priorizar o uso de meios eletrônicos (e-mail, arquivos eletrônicos, etc)

    28 - Analisar formas de reduzir a poluição visual nas unidades do Conselho (painel eletrônico)

    29 - Verificar mecanismo que impeça a incidência direta de luz solar no ambiente de trabalho, de modo que se mantenha a iluminação e a ventilação através das janelas

    30 - Instalação de sistema eletrônico de controle de luz (acende e apaga com horário agendado)

    31 - Verificar a viabilidade de secadores de mão com ar quente em substituição de toalhas/papel

    32 - Incentivar o uso de bicicleta (casa/trabalho/casa)

    33 - Disponibilizar bicicletário e também um vestiário (troca de roupa e banho)

    34 - Promover o “dia sem elevador”

    35 - Verificar a viabilidade para disponibilizar ônibus de transporte ao corpo funcional

    36 - Desligar a máquina fotocopiadora ao sair

    37 - Incentivar o corpo funcional a praticar o voluntariado

    38 - Racionalizar recursos não abrindo as unidades em datas de vésperas de feriado (uma vez que é baixa a procura por atendimento)

    39 - Descartar o uso de máquinas de café (foi unanime que pouquíssimos usam) e retornar ao café disponibilizado aos setores pela Copa

    40 - Verificar se as sugestões acatadas, estão contempladas no projeto da nova sede (principalmente no tocante a racionalização de água, energia / torneiras de pressão, descarga inteligente, saboneteiras...)

    41 - Disponibilizar orientações ao corpo funcional a respeito do uso dos equipamentos e materiais (o que é mais correto em relação a ligar/desligar, pode reusar o papel na impressora, etc)

    42 - Disponibilizar local de coleta de pilhas e outros resíduos perigosos

    43 - Uso apenas de pautas eletrônicas nas Câmaras Especializadas

    44 - Extinguir memorandos impressos dentro de um mesmo setor

    45 - Inserir como projeto futuro a digitalização de processos e protocolos

    46 - Estudar o uso de envelope vai-e-vem de papel e não de plástico como é hoje

    47 - Redução de certos impressos / funcionários percebem que há sobra de material (ex. catálogo empresarial)

    48 - Reduzir o "volume" do lixo, amassando latas de alumínio, por exemplo

    49 - Não amassar as folhas de papel pois prejudicam a reciclagem

    50 - Disponibilizar palestras sobre o tema de sustentabilidade e apresentação de "cases" de outras empresas

    51 - Motivar os funcionários a adotar "1 dia sem carro"

    52 - Utilizar os banners já usados para a confecção de crachás e outros materiais.

    53 - Rever nº de lanches solicitados para as reuniões, evitando desperdício

    54 - Manter motivados os funcionários com a apresentação constante de sugestões que venham de encontro a filosofia do Pacto Global

    55 - Usar sacos plásticos com cores diferenciadas por tipo de lixo (contemplar no PGRS)

    56 - Instituir o "Dia da Doação" para doação de roupas, livros, objetos, etc

    57 - Comprar produtos de qualidade, evitando o não uso e também possíveis descartes

    58 - Trocar toalheiro atual de tecido por toalhas de papel

    59 - Instalação de rampa de acesso para cadeirante no Desus/Call center (estar preparado para receber cadeirante)

    60 - Disponibilizar caixa coletadora de pilhas, baterias, óleo de cozinha...

    61 - Ampliar a disponibilização de serviços on line. caso do visto profissional entre outros

    62 - Estudar a possibilidade de frota com carros elétricos

    63 - Maior aproveitamento da iluminação e da ventilação natural

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Tendências da sustentabilidade nas empresas


Para alguns executivos, a sustentabilidade é uma tendência passageira; para outros, é assunto tão sério quanto a sobrevivência de seus negócios; para muitos, algo ainda tão amplo e insondado que se torna de difícil aplicação.

De qualquer forma, como constatado por mapeamento feito pela Ernst & Young Terco, em cooperação com a GreenBiz Group, a sustentabilidade está na agenda do dia dos executivos das grandes empresas, que já enxergam mais oportunidades do que riscos quando o assunto é mudança climática e gestão hídrica.

O levantamento, feito com 272 executivos de empresas de 17 setores com faturamento acima de US$ 1 bilhão, indicou seis tendências que estão pautando os negócios sustentáveis.

Antes de qualquer coisa, a pesquisa mostra que o comprometimento do Conselho de Administração com a sustentabilidade é crucial, caso contrário não haverá força para colocar em prática as transformações necessárias: antecipar e se adaptar a novas legislações, alinhar redução de custos com melhoria da reputação e se beneficiar do ganho de desempenho através do foco em inovação. Vale ressaltar que o tema é exigido tanto nos processos de gestão quanto na introdução de novas tecnologias produtivas.

Como visto na Rio+20, o estudo confirma que o salto em sustentabilidade virá do setor privado e, em particular, das grandes empresas em resposta às demandas dos consumidores e da sociedade em geral. A percepção é que os governos estão bem tímidos em relação às transformações, e o clima de insegurança atrasa investimentos que já poderiam ter sido realizados.

Nesse cenário, os executivos, surpreendentemente, reconhecem o valor do papel das ONGs como um primeiro radar da percepção da população, indicando os riscos, tendências da opinião pública e principais focos de atenção.

Os pontos de vista das organizações de “rating” e de ativistas têm ganhado força dentro das empresas, e uma nova forma de governança mais transparente e colaborativa em temas de interesse comum poderá surgir daí.

Surpreende-nos que apenas 30% das empresas entrevistadas afirmem executar uma análise de cenário considerando a mudança do contexto socioeconômico, que passa por indisponibilidade de matéria-prima e terra, e mudanças demográficas e nos padrões climáticos.

Transparência, integração de dados financeiros e não-financeiros e gestão de recursos naturais são a chave para que um ambiente de negócios sustentável ocorra concretamente.

Tendo em vista as metas de crescimento cada vez mais agressivas das corporações e da região em que estão inseridas, fica a seguinte questão: como fazer mais com menos?

Um exemplo gritante é o déficit global de 40% em recursos hídricos considerando a demanda prevista e a oferta em 2030.

Por fim, parece que as empresas têm sido submetidas a um tsunami de questionamentos sobre aspectos sociais e ambientais do negócio e, neste contexto, cada vez mais acionistas e investidores têm se interessado pelos temas em torno do desenvolvimento sustentável.

Os relatórios de sustentabilidade e o integrado vieram para ficar e estão sendo solicitados por esses investidores, onde se procura entender, sobretudo, os esforços para reduzir o consumo de energia e para minimizar emissões, e as condições gerais de trabalho e direitos humanos.

 Por Mário Lima – diretor de consultoria para sustentabilidade da Ernst & Young Terco

Fonte: Instituto Ethos

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7 dicas para ter um escritório verde


Dar uma repaginada ecológica na firma pode ser mais fácil do que você imagina. E isso ainda rende diminuição nos gastos da empresa.

Consumidores verdes

Desde que começou a se falar em sustentabilidade e consumo consciente, diversas ações surgiram para que esses conceitos fossem colocados em prática. Mas se tem um lugar onde ainda há desperdícios é o ambiente empresarial. Então, se a ideia é dar um chega para lá no desperdício, o desafio é dar aquela repaginada ecológica no escritório, colhendo, no futuro, os louros provenientes dessas mudanças. Para tanto, é importante readaptar ou remanejar o espaço, perceber o que, de fato, é relevante e irá gerar uma mudança positiva para as pessoas e para o ambiente de trabalho.

Modificações simples como a priorização da luz natural, o uso de cores claras e materiais de fácil limpeza estão na lista das ações que podem dar um “up” no negócio.

“Mas para que a repaginada seja satisfatória, é importante se informar sobre a cadeia produtiva dos produtos e sobre o teor da responsabilidade social e ambiental da empresa, além de reutilizar e reciclar com criatividade e priorizar produtos que sejam de origem natural”, avalia Roberta Arend, bioarquiteta da Arquitetura Ambiental.

Lembre-se de que muitos encaram a sustentabilidade como uma moda. Por isso, fica muito fácil cair em armadilhas.

“Elas são conhecidas por greenwash ou verniz verde, que são produtos e serviços que pegaram carona nessa onda com a intenção de aumentar as vendas, não cumprindo com os benefícios econômicos e ambientais como se espera”, completa Vicente Castro Mello, arquiteto da Castro Mello Arquitetos.

Quer apostar nessas mudanças conscientes? EXAME.com elencou transformações simples que podem fazer toda a diferença para o seu escritório – e para o planeta.

1. Mude a decoração

Ela é superimportante para causar boa impressão. E para deixar o ambiente mais leve, o indicado é que você opte por cores claras, que ainda irão ajudar com a luminosidade do local por refletirem a luz. “Outra dica: faça uso de tons mais aconchegantes para que o ambiente não se torne frio demais pelo excesso de claridade”, diz Gustavo Mincarone de Souza, bioconstrutor da Arquitetura Ambiental.

A pintura, no entanto, deve ser feita à base de água e com tintas naturais. “Você precisa pensar em todas as etapas do ciclo de vida do produto. Veja de onde os materiais vêm e pra onde vão no fim de sua vida útil”, ressalta Daniela Corcuera, arquiteta da Casa Consciente Consultoria e Arquitetura Ambiental.

Para o chão, opte por cimento queimado, ou pisos cerâmicos, bem como piso laminado de madeira. “Lembre-se de que os pisos frios são mais indicados pela durabilidade e baixa manutenção”, aconselha Daniela.

2. Faça um projeto de iluminação

É sabido que o olho humano percebe muito mais a falta de luz do que o excesso dela. É por isso que em um ambiente superiluminado dificilmente alguém se levanta para apagar uma luz. E é ai que você pode estar consumindo uma energia desnecessária.

“Para que isso não ocorra o ideal é privilegiar a iluminação natural”, diz Mello. Assim, se houver a possibilidade de mexer na arquitetura do espaço, vale a pena avaliar a posição de janelas e portas, visando promover a redução dos ganhos térmicos pela incidência solar e pela ventilação natural, por exemplo.

Mas, se esse não for o caso, sensores de luz também ajudam nessa tarefa, automatizando e regularizando a quantidade adequada de luz para cada atividade desenvolvida. “Aposte, ainda, em lâmpadas com tecnologia LED, que são mais duráveis e econômicas e já estão mais acessíveis. Outra boa ideia é o uso de luminárias de mesa, já que essa medida reduz bastante o número de luminárias no teto e, consequentemente, o consumo de energia”, completa o arquiteto.

3. Cuidado com os banheiros

Eles são os grandes vilões do desperdício. Por isso, é preciso ficar atento a esse local, fazendo pequenas mudanças que darão grandes efeitos. “Aposte em equipamentos economizadores, como vasos de duplo fluxo e arejadores nas torneiras. Além disso, use produtos de limpeza biodegradáveis, com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis e de fontes naturais”, conta Daniela.

Você sabia que é possível deixar o banheiro limpo usando alimentos? “Use vinagre, limão e sal para fazer essa limpeza”, ensina Roberta, que ainda ressalta a importância de o banheiro receber incidência solar e ter uma boa ventilação natural para a sua salubridade.

Com relação aos papéis, nada de apostar nos mais baratos, pois essa pode ser uma economia sem resultados. “Eles devem ser de boa qualidade e absorventes, o que reduz a quantidade de uso”, pondera Daniela.

4. Aposte nas plantas

Pode parecer bobagem, mas elas causam um efeito extremamente benéfico para o ambiente de trabalho. “O seu uso traz vitalidade, frescor e renovação do ar, melhorando a qualidade do ambiente. É um excelente recurso e muito acessível”, recomenda Daniela.

Você vai precisar avaliar as condições locais para definir as espécies mais viáveis para o seu escritório, mas boas opções são lírios, antúrios, bromélias, filodendros, palmeiras, bambus e cactos. Elas ajudam, ainda, a arejar o ambiente, como explica Gustavo.

“As plantas são verdadeiras bombas de água e, dessa forma, despejam na atmosfera quantidades significativas de vapor, o que é conhecido por evapotranspiração. Quanto mais calor, maior será essa atividade, e quanto maior for as folhas da planta, maior será a quantidade de água liberada.”

5. Use o ar condicionado com moderação

Sim, o uso desse aparelho deve ser minimizado e, na medida do possível, ele deve ser substituído por ventiladores ou pela ventilação natural. “É interessante, até, a adoção de uma cobertura vegetada, que irá trazer mais frescor e reduzirá o calor transmitido para o interior”, explica Daniela.

Outra boa solução é a proteção solar usando brises e vidros com fator solar adequado, além da ventilação cruzada, que é sempre uma boa saída. “Mas caso o uso do ar condicionado seja necessário, o ideal é procurar modelos com a classificação Procel categoria A, que são mais eficientes e consomem menos energia”, diz Mello.

6. Dê atenção especial aos computadores

Todos os equipamentos eletrônicos consomem energia, geram calor e aumentam a temperatura interna do escritório. Com o computador não é diferente. Por isso, realizar a manutenção e a limpeza desses aparelhos é essencial.

“Como ele é indispensável na maioria das empresas, cuide bem do produto. Configurar o gerenciador de energia do computador para a tarefa específica que vai ser executada é um ótimo começo. Você não precisa ligar o motor de uma Ferrari apenas para ler um e-mail ou navegar na internet, certo?”, questiona Mello.

Lembre-se, ainda, de desligar o monitor e colocar o computador em descanso quando falar ao telefone, quando sair para almoçar ou para tomar um café. Outra boa opção é o uso de programas específicos para o controle do gasto de energia. “São sistemas de automação e monitoramento que permitem identificar dados de consumo energético, possibilitando uma maior conscientização e melhor gestão dos recursos energéticos”, conta Daniela. Um exemplo é o Joulemeter, programa simples que faz esse papel.

Falando em computador, preocupe-se também com a impressora, já que o desperdício nesse caso é sempre muito grande. “Reveja os formatos em que os documentos são criados, pois, às vezes, eles têm espaçamentos exagerados e fontes grandes que demandam mais papel para impressão”, aconselha Daniela.

Faça ainda impressões frente e verso, ou em modo duas páginas por folha, use papel reciclado e reutilize folhas de rascunho. Dê preferência, também, para os equipamentos com cartuchos de tintas individuais, já que eles permitem o reabastecimento somente da cor que está acabando.

7. Pense, também, na locomoção

Se você não gosta de pegar ou dar caronas, é hora de mudar o pensamento.

“Esse recurso entre funcionários deve ser encarada como um comportamento inovador e altruísta, em que as pessoas pensam além da comodidade e levam em consideração o bem-estar coletivo e a redução dos impactos ambientais”, avalia Daniela.

Ainda há outros benefícios, como a redução dos custos e a oportunidade de conhecer novas pessoas. E isso deve partir, também, da empresa.

“Ela deve educar os colaboradores e pode criar incentivos para que eles procurem alternativas de transporte mais eficientes. É possível, por exemplo, oferecer vagas de estacionamento para veículos com mais de um passageiro ou para carros com motor flex, os híbridos ou os elétricos.

Oferecer um pequeno vestiário para quem optar pelo uso da bicicleta para a troca de roupas é outra boa dica, além de poder recompensar financeiramente quem se preocupa com essa questão”, recomenda Mello.

Fonte: Exame.com

Fenômeno da sustentabilidade corporativa em debate no 38° EPEC


A programação do 38° Encontro Paranaense de Entidades de Classe desta segunda-feira iniciou com uma palestra sobre Sustentabilidade com foco no Pacto Global da ONU, ministrada pelo superintendente do ISAE/FGV, Norman Arruda Filho.
Em sua fala, Arruda Filho inseriu o tema da sustentabilidade em um contexto global, bastante modificado em virtude da obsolescência dos modelos de desenvolvimento econômico mundial, de crises globais como a de 2008, bem como da demografia e das relações entre produção e consumo.
“A sustentabilidade não é mais um tema do futuro, está inserida em nosso cotidiano e isso só tende a aumentar. Vivemos em um novo momento da sociedade, um outro contexto global, o que pode ser percebido a partir de movimentos como a retomada do uso das bicicletas, a preocupação com o meio ambiente, as caminhadas e o incentivo à vida saudável”, disse.
Segundo ele, as empresas apresentam um importante papel nesse contexto pelo seu poder de ramificação, relacionamento e influência no comportamento das pessoas. “O Pacto Global representa um marco porque foi a primeira vez em que o setor privado foi chamado para integrar um grande movimento global. Isso aconteceu em função do seu papel e capilaridade, bem como o volume que representam em termos de movimentação, de produtos e fluxo econômico”, comentou, em alusão ao programa da ONU do qual o CREA-PR é signatário desde 2009.
O superintendente do ISAE/FGV apresentou pesquisas como a Sloan MIT, de 2011, e a Accenture, de 2010. A primeira, efetuada com mais de quatro mil executivos de 113 países, mostra que 31% enxerga o resultado financeiro de uma gestão sustentável, 48% acredita no fortalecimento da reputação da marca, 28% acredita na inovação de seus produtos e serviços e 31% na vantagem competitiva.
A segunda mostra que 93% de 766 CEOs (chief executive officers) do mundo inteiro afirmaram categoricamente que a sustentabilidade será fundamental para o sucesso e o futuro de suas empresas. “A gestão responsável e sustentável está em pauta. Temos que ser partícipes, ouvir, entender nosso público e atender essas demandas para não termos modelos falidos de negócio”.

Por Daniela Licht (Regional Curitiba), de Foz do Iguaçu

Como Ambev, Fibria e O Boticário buscam ir além do verde


Vestindo a camisa da corresponsabilidade na gestão ambiental, empresas desenvolvem tecnologia, produtos e serviços que atendam à sociedade, além do próprio bolso.

Ambev, Fibria e O Boticário, três empresas de setores tão diversos como bebida, papel e celulose e cosméticos, assumiram um objetivo comum: ir além do verde. Ao invés de esperar ações do governo, elas vestiram a camisa de corresponsáveis na gestão ambiental dos recursos naturais e começaram a desenvolver tecnologia, produtos e serviços que atendam à sociedade, além do próprio bolso.

Elas contaram um pouco de suas experiências durante o EXAME Fórum Sustentabilidade, nesta quarta-feira em São Paulo. “Se quisermos falar concretamente da sustentabilidade e na relação entre governo e setor privado, a água é o caminho mais curto, porque está na base de tudo. As empresas precisam ser mais participativas na geração de soluções para gestão de recursos”, disse Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, que abriu o debate. “O que está na mesa é o desafio de passar da eficiência para a eficácia”, pontuou.

O BOTICÁRIO
Mais do que fazer uso responsável dos recursos naturais na sua cadeia, O Boticário aposta na melhoria dos padrões da sustentabilidade. “Buscamos aperfeiçoar as operações a fim de gerar impactos positivos para empresa e para a sociedade”, disse Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e gerente de Responsabilidade Social Corporativa e Sustentabilidade.

De olho no seu impacto socioambiental, a Fundação Boticário anunciou em 2006 um projeto de pagamento por serviço de proteção ambiental, na Bacia do Guarapiranga, em São Paulo, que remunera boas práticas pelo uso do solo, criação de corredores de vegetação, tudo para a conservação de mananciais. Por trás do programa, está a ideia de que é mais barato prevenir a degradação do que fazer a recuperação.

“Temos outros municípios participando. Lançamos na Rio+20, o Oásis Brasil, uma plataforma que reúne metodologias e benefícios para quem tem interesse em implementar essa ação na sua propriedade. Na parte fabril, as melhorias tecnológicas ajudaram a reduzir o consumo de recursos e energia. “Não é questão de ser bonzinho, é questão de inteligência”, sublinha.

AMBEV
A Ambev sabe bem o valor da perspicácia verde. Há vinte anos, criou seu programa de gestão ambiental, que inclui o uso eficiente de água, recurso fundamental para o negócio de bebidas e que corresponde a 95% do produto. Na Ambev, a gestão de água é como um sistema de vendas, com metas e processos que medem, avaliam avanços, identificam e solucionam falhas.

Com isso, a empresa reduziu significativamente o uso de água na produção. “Antes, usávamos 10 litros de água para produzir um litro de cerveja. Agora, usamos apenas 4 litros, diz Milton Seligman, vice-presidente de Relações Corporativas da empresa. A meta global é chegar a 3,5 litros de água por litro de cerveja produzida. “Para nós, a questão ambiental não é de custo, mas de ganhos”.

Não para aí. Junto com a WWF, lançou um programa piloto de recuperação do córrego Crispim, na bacia do Corumbá, envolvendo a comunidade. E também coordena o movimento Cyan, que visa trazer a sociedade para a discussão, premiando empreitadas que contribuem para a economia de água. Tudo isso de olho de olho no futuro.

FIBRIA
Faz sentido. Em um mundo de mudanças climáticas e aquecimento global, cada gota de água será decisiva. Para se precaver, a Fibria, titã do setor de papel e celulose, já estuda qual deverá ser o impacto do aumento da temperatura mundial sobre o regime hidrológico das regiões onde atua, daqui a 50 anos.

“Darwin dizia que quem sobrevive é quem se adapta. Temos que antecipar nossa adaptabilidade”, disse José Luciano Penido, presidente do Conselho de Administração da Fibria. A companhia também avança em programas de pagamento por serviço ambiental, assim como o Boticário. “Em parceria com a Promon [empresa especializada em projetos de infraestrutura], promovemos corredores ecológicos no Vale da Paraíba. Se queremos proteger, temos que remunerar”, finalizou.

Fonte: Planeta Sustentável

Encontro mundial de bolsa de valores discute sustentabilidade pela primeira vez


52ª Assembleia Geral e Encontro Anual da Federação Mundial de Bolsas (WFE), realizado até  19 de outubro na cidade de Taipei, em Taiwan, abordou pela primeira vez, questões ambientais, sociais e de governança corporativa em sessão exclusiva dedicada ao tema. A BM&FBovespa participou do evento no dia 16, no “Painel 2 – Sessão Especial: ESG”, representando o Brasil.

Esta discussão no Encontro Anual da WFE é um avanço ao acordo assinado durante a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), em junho de 2012. Na ocasião, BM&FBovespa, Nasdaq OMX, Johannesburg Stock Exchange (JSE), Istanbul Stock Exchange (ISE) e Egyptian Exchange (EGX) se comprometeram a promover o investimento responsável em longo prazo e a divulgação de informações relacionadas às companhias listadas nesses mercados. Os signatários levaram o assunto à Federação Internacional das Bolsas, que incluiu o tema nas discussões deste ano.

Durante a 52ª Assembleia Geral e Encontro Anual da Federação Internacional de Bolsas (WFE), CEOs e executivos das maiores bolsas do mundo, além de profissionais do mercado, estarão reunidos debatendo temas como: tendências do mercado financeiro, good derivatives, fusão e aquisição de bolsas, regulação e um panorama sobre o mercado asiático.

Fonte: Exame

CREA-PR divulga seu Relatório de Sustentabilidade 2011


O CREA-PR através do CRSC – Comitê de Responsabilidade Socioambiental Corporativa apresenta às partes interessadas: funcionários, conselheiros, inspetores, empresas e  estudantes das áreas afetas ao Sistema CONFEA/CREA, o seu 2º Relatório de Sustentabilidade, que traz agora os dados da gestão de 2011. Segundo o Global Reporting Initiative – GRI “elaborar relatórios de sustentabilidade é a prática de medir, divulgar, e prestar contas para os stakeholders internos e externo do desempenho organizacional visando ao desenvolvimento sustentável. Relatório de Sustentabilidade é um termo amplo considerado sinônimo de outros relatórios cujo objetivo é descrever os impactos econômicos, ambientais e sociais (tripple bottom line) de uma organização. A metodologia do GRI é adotada em diversos países e um de seus ganhos é possibilitar a comparação dos mesmos indicadores em diferentes organizações.

Boa Leitura!

Relatório de Sustentabilidade 2011

Um lugar verde para morar


Depois dos prédios de escritórios, agora é a vez de os imóveis residenciais buscarem o selo de sustentabilidade. Custa mais caro construí-los, mas viver neles sai mais barato.

No Brasil, os edifícios comerciais há tempos buscam os chamados selos verdes. O mercado de construções sustentáveis já está consolidado no país, o quarto no mundo em número de prédios certificados ou em processo de certificação – só perde para os Estados Unidos, a China e os Emirados Árabes Unidos. No ano passado, havia 434 edifícios certificados ou com pedido de certificação no Green Building Council Brasil, um aumento de 83% em relação a 2010. Ao todo, o país tem 599 prédios que possuem os selos Leed e Aqua, este concedido pela Fundação Vanzolini, ligada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A novidade é que os edifícios residenciais têm contribuído para esse aumento. “No passado recente, muitos conceitos de sustentabilidade vazios ou enganosos foram usados no mercado imobiliário”, comenta o engenheiro Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech, empresa que presta consultoria para construtoras obterem a certificação ambiental. “Hoje, a demanda é por mais transparência também no setor residencial”, ele completa.

Dos 556 edifícios certificados ou em processo de certificação pelo Green Building Council Brasil, dezoito são residenciais – catorze em São Paulo. A Fundação Vanzolini avaliza 43 empreendimentos, dos quais sete são residenciais. No início de agosto, a construtora Even anunciou um acordo com a fundação pelo qual todos os empreendimentos residenciais lançados na região metropolitana de São Paulo (mercado que representa 80% dos negócios da empresa) serão concebidos e construídos de acordo com os critérios de certificação Aqua. “Em pesquisas que fizemos com nossos clientes, constatamos que 60% deles dão valor ao quesito sustentabilidade, tanto na hora da aquisição quanto depois, no dia a dia”, diz Carlos Terepins, presidente da construtora. Em setembro, o Green Building Council Brasil vai lançar no país um selo de certificação para casas residenciais. As exigências para obtê-lo serão similares àquelas usadas nos edifícios e seguirão o modelo adotado em países como Japão, Inglaterra, Arábia Saudita e Estados Unidos – a associação já certificou 22 700 casas desde 2008.

Um prédio com as características necessárias para a certificação sustentável sai mais caro para ser construído do que um edifício convencional. São necessários dois sistemas hidráulicos separados – um para a água que vem da rua e outro para a água de reúso, que capta, armazena e trata a água da chuva, utilizada apenas na limpeza e nos vasos sanitários. Elevadores de maior eficiência energética custam 25% a mais do que os convencionais. Os vidros duplos, que promovem isolamento térmico a fim de limitar o uso de ar condicionado, também são mais caros. Na ponta do lápis, dependendo da dimensão das medidas adotadas, a construção do prédio encarece entre 1,5% e 5%. Também por isso os apartamentos sofrem uma valorização no preço de venda e aluguel da ordem de 15%.

Em contrapartida, na outra ponta da equação, a economia proporcionada pelas medidas sustentáveis reduz significativamente os gastos dos moradores com manutenção. A medição individualizada de água acaba por fazer com que os condôminos diminuam seu consumo. O mesmo ocorre com a energia elétrica, já que cada apartamento tem um mostrador que indica a evolução de seu consumo no mês. Ao final, o prédio costuma usar 30% menos energia e 50% menos água em relação a um edifício convencional. Em consequência, o valor do condomínio fica, em média, 30% menor. “Devido aos custos de manutenção mais baixos, no caso dos prédios comerciais, há um grande número de empresas, principalmente multinacionais, para quem a certificação é mandatória”, diz Fabio Villas Bôas, diretor técnico da incorporadora Tecnisa. Segundo as construtoras, a tendência é que os edifícios residenciais sustentáveis também se multipliquem. A próxima cidade do país em que eles devem florescer é o Rio de Janeiro, onde a prefeitura, a exemplo de programas existentes em Nova York e Londres, lançou em junho o selo Qualiverde, que concede descontos que podem chegar a 50% em impostos sobre habitação a imóveis que adotem medidas verdes.

REQUISITOS PARA TER O CERTIFICADO
Para receber o selo sustentável, um prédio residencial precisa obedecer a três critérios principais. As estimativas têm por base um edifício com oitenta apartamentos e 320 moradores.

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Fonte: Planeta Sustentável